segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estátuas não choram - Statues don't cry

Cineminha de domingo. Você está tranquilo, plenamente entretido com seu balde de pipoca, acompanhado por um litro de manteiga e mais outro de Coca-Cola, quando alguma cena do filme, sem mais nem menos, traz à tona a lembrança do seu avô falecido, ou do seu cachorro de infância, ou de qualquer outro ser vivo, ou morto, que faça suas glândulas lacrimais tremelicarem. Até aí tudo bem. O problema é quando o filme acaba e o maldito do lanterninha não espera nem os créditos começarem a subir para acender as luzes da sala. Não adianta tapar o rosto. Não adianta fingir que está procurando o celular embaixo da poltrona. Todo mundo sabe, todo mundo viu: você chorou.

Sua mulher, que deveria ser processada pelo Greenpeace de tanto papel que usou para enxugar os olhos, rapidamente saca os óculos escuros da bolsa e age como se nada tivesse acontecido. E você fica ali, provando sua incompetência em manter a reputação, incriminado por uma dupla de olhos ridiculamente inchados e vermelhos, sem contar o nariz escorrendo. A humilhação fica ainda pior quando você por coincidência encontra aquele indivíduo do trabalho, que você não lembra o nome, e que começou a roncar aos dez primeiros minutos do filme, e que por isso – só por isso – não sucumbiu à cena do enterro do cachorro. Você fica na dúvida se é melhor cumprimentar o sujeito ou se enfiar na lata de lixo. Mas não pensa muito a respeito, para não acabar junto com os sacos de pipoca.

Desconsiderando esses pequenos vexames do cotidiano, uma boa dose de choro sempre ajuda a levantar o Ibope, que o digam os bebês e os autores de novela das oito. Certamente você já ouviu falar daquelas imagens de santa que, entediadas com seu trabalho de estátua, de uma hora para outra decidem que são gente e começam a lacrimejar. Houve até um caso de uma que, com mais tino para negócios e percebendo a forte concorrência das colegas, teve a grande ideia de chorar sangue, embora eu e meus botões suspeitemos que tenha sido ketchup. A estratégia deu certo. Logo a santa estava em tudo o que é noticiário e multidões de curiosos invadiam a igreja, espremidos para ver e tocar a santa milagreira, prometendo mundos e fundos em troca de todo tipo de graça possível, na maioria das vezes impossível, num boom turístico de deixar o Mickey Mouse e a sua Disneylândia se roendo de inveja.

Acredito em Deus, rezo todas as noites e faço promessas regulares para Santo Antônio. Não tenho intenção alguma de zombar da fé ou das viagens de ninguém. Meu ponto é que algumas lágrimas aqui e acolá sempre causam uma enorme comoção. E se utilizadas no momento certo, podem lograr mais milagres do que muito santo por aí.

O namorado não quer casar? Diga que tudo bem, com ar de compreensão, e deixe uma discreta lágrima escorrer pelo canto do olho. Se o cara estiver em dúvida, garanto que marca a data.

Se for o contrário, se for ela que não quer morar junto sem antes gastar zigalhões numa festa de casamento, argumente que vocês podem utilizar esse dinheiro para dar a entrada no apartamento, para mergulhar na Polinésia, ou – aqui é preciso embargar a voz e encher os olhos d’água – para decorar o quarto do seu primeiro filho. Pode não funcionar. Talvez você tenha que torrar o seu suado dinheiro em bem-casados. Mas não custa tentar.

Eu confesso que gastei de bom grado os meus trocados, tanto na festa do casório, quanto para esperar o Antonio. E foi um investimento bem feito, porque se tornaram excelentes lembranças, que volta e meia surgem na memória e sempre fazem um cisco cair em cada um dos olhos. O interessante é que as cenas que mais retornam não são as ocasiões clássicas, como o dia em que ouvi pela primeira vez os batimentos cardíacos do meu filho. Para mim, foram mais marcantes os momentos de simples expectativa, como a tarde em que tirei centenas de fotos da Ana e do seu barrigão.

Certa noite, assim que deitamos na cama, a Ana dá um pulo e anuncia: a bolsa estourou. Achei que ia cuspir meu coração pela boca, mas fingi estar tranquilo diante da situação. Minha mulher também dissimulava seu nervosismo com bastante competência. E nesse me engana que eu gosto, fomos vivenciando aquela sequência de eventos que ocorre de forma parecida para todo mundo, começando pela corrida ao hospital, terminando no berro do neném.

Só que a vida não segue a lógica das comédias românticas e, para a minha surpresa, não houve berro do neném. Quando o Antonio saiu da barriga da Ana, ele não chorou. Ninguém nos deu os parabéns, ninguém mostrou o bebê para a gente, não tiramos aquela foto pós-parto em que todos saem horrorosos e lindos ao mesmo tempo, aos prantos de tanta emoção. Confuso por aquele silêncio inesperado, corri atrás do médico que levou meu filho dali. O choro do Antonio demorou pra vir. E quando finalmente veio, saiu fraco, soou diferente. Senti um fraquejo no corpo. A notícia ainda não tinha sido dada, mas eu já podia senti-la. Não estava tudo bem.

Nos minutos seguintes, fui avisado da suspeita de síndrome genética. Conversei com a Ana, liguei para a família, tomei algumas providências e depois de tudo mais ou menos ajeitado, fui para casa tomar um banho. Sozinho, escondido, chorei. Chorei como não fazia há muito tempo. Chorei de tristeza.

Em pouco tempo o desespero se transformou em raiva, depois em aceitação, depois em ação. Por instinto de sobrevivência, ou talvez por postura de vida, deixei o sofrimento cortar e sangrar, mas com a clara intenção de sair calejado lá na frente e retomar a vida.

Outro dia o escritor Paulo Coelho publicou que “a dor assusta quando mostra sua verdadeira face, mas seduz quando vem disfarçada como sacrifício ou renúncia.” Não poderia sintetizar melhor o desafio que tenho à minha frente nesse momento. A dor de ter um filho especial vem anestesiada pelo amor incondicional que se nutre a qualquer filho. E essa dor pode, mesmo nos pais mais esclarecidos, gerar uma falsa sensação de mártir, uma equivocada impressão de que somos seres humanos melhores porque renunciamos a muito, quando não a tudo, para cuidar das nossas crianças.

Pai e mãe são tudo igual. Meus desejos depois de ter o Antonio são os mesmos que os dos meus amigos que tiveram filhos. Quero dormir até tarde nos finais de semana, mesmo sabendo que isso é quase impossível. Quero acertar na loteria, pra não me preocupar com o preço das escolas. Quero ir ao cinema. Quero ter mais filhos e espero que eles berrem ao nascer.

Encontrei um canto aqui dentro para hospedar a minha dor, mas a tenho mantido fraca, com pouca água e pouca comida. Espero que um dia ela canse dessa vida de miséria e vá tentar a sorte em outro lugar. Ainda mais agora, que o Antonio tem reconhecido a minha voz e me olha com um esboço de sorriso quando falo com ele. Se você deixar, a vida mostra que rir é bem melhor do que chorar.


Statues don’t cry

Sunday movies. You are enjoying yourself, fully entertained with your popcorn bucket, followed by a jar of butter and one other of Coke, when some given scene in the movie, no warning, brings back the memory of your dead grandad, or childhood dog, or any other living being, or dead one, that make your lacrimal glands trumble. So far, so good. The problem is when the movie is over and the goddamn usher doesn’t wait until the credits are over to turn on the lights. It’s no use covering your face. It’s no use pretending you are looking for your cellphone under the chair. Everyone knows, everyone saw: you cried.

Your wife, that shoud be sued by Greenpeace for the amount of paper she used to clean her tears up, rapidly grabs her sunglasses off the purse and acts like nothing ever happened. And you lay there, proving your incompetence on keeping your reputation, framed by a pair of eyes foolishly swollen and red, not counting on the running nose. The humilliation gets even worse when, coincidently, you run into that fellow from work, whose name you just can’t recall, and who started snoring at the first ten minutes of the movie, and for that, just for that, didn’t succumb at the scene of the burial of the dog. You wonder if it is better to talk to the guy or to crawl into the garbage can. But you don’t give it too much thought, so you don’t end up along with the wasted popcorn bags.

Disregarding this little daily shames, a good dose of crying always help raising up the charts, say the babies and the screen writers. Certainly you’ve heard about those statues of saints that, bored with their job, suddenly decide they are just like real people and start dropping some tears. There was even one that, having a better feeling for business, and realizing the strong competition among its fellow statues, had the great idea of crying tears of blood, although I suspect that it had been ketchup. Strategy worked out. Soon the statue was all over the news and crowds of curious people were storming into its church, squeezed in to see and touch the miraculous sculpture, in a touristic boom that would let Mickey Mouse and his Disneyland gnawing of envy.

I believe in God, I pray everynight and I make regular promises to Saint Antonio. I have no intention of mocking the faith or any person’s delusion. My point is that some teardrops here and there always cause an enormous commotion. And if used properly, it can do more miracles than many saints around. Your boyfriend doesn’t want to get married? Say it is alright, with an understanding feeling, and let a discrete teardrop run down your face. If the guy is at least considering marrying you, I guarantee he sets the date.

If it is the other way around, if it is her that doesn’t want to move in together without spending millions on a wedding, argue that you can use that money to start paying for the apartment, to dive in Polynesia, or – here you must fill your eyes with water – to decorate your first son’s bedroom. It may not work. Maybe you will have to spend all your hard working money on the wedding cake. However, it never hurts to try.

I confess that I have spent willingly my pennies, not only at the wedding party, but also while expecting my son Antonio. And they were very well done investments, because they became great memories, that sometimes emmerge in my memory and always fill my eyes with tears. The interesting part is that the scenes that I remember the most aren’t those classic ones, such as the day that I heard my son’s heartbeat for the first time. To me, it was the moments of simple expectation that stood out, such as an ordinary sunny afternoon, when I took countless pictures of Ana and her big belly.

Few weeks after that, one given night Ana suddenly jumps from bed and announces: the water broke. I thought I was going to spit my heart out, but pretended being calm towards the situation. My wife also disguised her jitters with great competence. And in this “you could have fooled me” kind of thing, we were experiencing that sequence of events that occur in a similar way to everyone, starting at the run to the hospital, and ending at the baby’s scream.

However, life is not like in the movies. And, to my surprise, there was no baby scream. When Antonio came out of Ana’s belly, he didn’t cry. No one congratulated us. No one showed the baby to us. We didn’t take that after-deliver-baby’s-picture, in which everyone looks awful and beautiful at the same time, crying with excitement. Confused by that unexpected silence, I ran after the doctor that took my son out of the surgery room. Antonio’s cry took some time to happen. And when it finally happened, it came out weak, it just sounded different. I felt a weakness in my body. The news hadn’t been given yet, but I could see it coming. Something was wrong.

In the following minutes, I was told about a genetic syndrome suspition. I talked to Ana, I called our families, and, after everything sort of taken care, I went home to take a shower. Alone, hidden in my bathroom, I cried. I cried as I hadn’t for a long time. I cried because of the deepest sadness I’ve ever felt.

It didn’t take long for the despair to turn into anger, the anger turn into acceptance, and finally, the acceptance turn into action. For survival instinct, or maybe for life posture, I let the grieve cut and bleed, but with clear intention on getting out of there weathered out and get on with my life.

The other day, writer Paulo Coelho published that “pain scares us when it shows its true face, but seduces when it comes disguised as sacrifice or resignation”. I couldn’t better synthesize the challenge that I’m ahead at this moment. The pain of having a son with special needs comes numbed by the unconditional love that you nurish to any son. However, even on the most enlightened parents, that pain can generate a false sense of martyr, a mistaken impression that we are better human beings just because we renounce to a lot to take care of our children.

Parents are all the same. My desires after having Antonio are the same that the ones my friends had after having their children. I want to sleep late on the weekends, even thought I know that it is almost impossible. I want to hit the lottery, so I don’t have to worry on the price of the schools. I want to go to the movies. I want to have more kids and I hope that they scream out loud when being born. I found a corner inside my body to lodge my pain, but I have been keeping it weak, without much water or food. I hope someday this pain gets tired of this misery and try its luck in another body. Especially now, that Antonio has been acknowledging my voice and looks at me with a sketch of a smile when I talk to him. If you let, life shows that laughing is much better than crying.

Tradução: Alexandre Marcílio

31 comentários:

  1. Muito, muito bom !Bjs Cacá

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  2. Preciso parar de ler seus textos no trabalho. Meus olhos ficam sempre cheios d'água. Se é difícil disfarçar lágrimas na saída do cinema, imagine no ambiente corporativo! Beijos.

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  3. Eu iniciei um comentário muitas vezes mas cheguei a conclusão que qualquer coisa que escrevesse talvez não fizesse sentido pois não sei se conseguiria encadear as ideias de maneira tão organizada. Acho melhor marcar uma visita, que há meses queremos fazer, e ao sabor de algumas cervejas trocarmos algumas ideias. Para finalizar, o texto ficou excelente.

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  4. Venham, Gustavo. Vou chamar o Zeca, a Dani e o Tito tb.

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  5. Muito bom!!!
    Tenho uma filha,a Sofia, hoje com 14 anos, portadora de Síndrome de Down. Eu e minha esposa só soubemos disso depois do nascimento, então recordei e me vi no teu lugar em cada palavra escrita por você.
    Perante minha esposa, banquei o forte, mas ao ir até em casa buscar algumas roupas, chorei, chorei muito.
    Temos lutado muito nesses 14 anos, mas hoje a Sofia esta ai, forte, alfabetizada, sendo preparada para enfrentar o mundo que a espera. Somos todos sabedores das dificuldades e preconceitos que ela terá de enfrentar, mas é a vida e não vamos desistir nunca.
    Força, tenho certeza que o Antonio vai instigar dois sentimentos muito forte, em todos que o cercam, AMOR e RESPEITO, com isso, o restante vocês tiram de "letra".
    Um Grande beijo para vocês.
    Francisco Simões (amigo do M. Diniz)
    fcosimoes@hotmail.com

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  6. Lindo! Tô com o mesmo problema da Iara, só posso ler seus textos em casa, sem ninguém para reparar nos meus "ciscos" quando termino de lê-los! Bjo pra vocês.

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  7. ..."bem melhor ser alegre que ser triste. A alegria é a melhor coisa que existe!" Com o desfecho de seu texto lembrei dessa música. Adorei o texto! Que bom que o ANTONIO escolheu essa família para nascer. O AMOR que o cerca é imenso e é sentido por todos! Suas palavras, não são apenas palavras...elas vêm carregadas das "pequenas-grandes" ações no dia-a-dia de vocês! Se toda criança pudesse ter PAPAIS tão dedicados, não teríamos tanto sofrimento no mundo.

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  8. Olá, Fábio,
    Sou amiga da sua irmã, a Cândice, que chegou na minha vida pelas mãos do Dudu, amigo do meu filho... Ela uma pessoa especial, muito querida e que ama demais esse sobrinho, que é seu filho, e é assim que eu conheço a história de vocês... Acompanhei a emoção da Cândice quando da chegada do Antonio e lembro de dizer a ela que uma criança especial só era entregue por Deus a uma família ainda mais especial e que ele tinha a Tia com o colo exato para essa caminhada...Passou o tempo e Cândice me encaminhou o link do seu Blog e que maravilha perceber que a família toda é show! Parabéns para todo o "clã" para usar as palavras do seu pai. Me emocionei demais! Vocês são todos especiais e Antônio é aquele que veio realçar isso. Um grande abraço, com muita admiração.

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  9. Fabio, eu sou a maior chorona da paróquia, tanto que dependendo do tipo de filme, só falto levar um lençol para aparar a choradeira! Minhas irmãs mexem comigo dizendo que eu choro até vendo jogo de futebol!!! Daí vc pode ver o tanto chorei ao ler este post! E vc Fabio, escreve muito bem!! Continue escrevendo que é a melhor válvula de escape que existe!
    Na próxima vez que a gente se ver, vou lhe contar a odisséia da minha mãe que de 9 filhos, teve 3 com deficiência auditiva e eu sou uma delas. Beijão para vcs três!

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  10. Roberta Assis, obrigado pela mensagem. Que bom que gostou do blog. Um beijo

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  11. Solange, quero ouvir a história da sua mãe, sim. Na sua volta. Grande beijo

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  12. Iara e Maíra, leiam onde quer que seja, mas continuem lendo! Quem sabe um dia consigo um patrocínio de Kleenex. rs. beijo

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  13. Muito lindo! Fiquei emocionada!

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  14. querido Fabio
    Achei que te conhecia, mas só hoje te conheci verdadeiramente. Fiquei muito orgulhoso de ti como filho e como pai. Além de todo teu sentimento ainda há uma veia de escritor e quem sabe não pensas nisto. Espero que continues a dar valor a todas vitórias do Antonio, no dia a dia, pois isto dará razão a tua vida
    Um grande abraço deste teu amigo
    Alcides Maya

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  15. Acho que completei tudo direitinho e já fiz meu comentário. Sabe como é estes velhotes despreparados!!!!

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  16. Completou tudo certo sim, tio Maya. Se todos os velhotes fossem despreparados como você e o meu pai, que mexem em tudo o que é eletrônico, tava fácil. Obrigado pelas palavras. Se Deus quiser, e eu tiver disciplina, quem sabe qualquer dia desses eu consigo publicar um livro. Tomara. Grande abraço

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  17. Fabiooooooooooo!! Vamos combinar que você não pode mais me fazer chorar???? Não! Lágrimas de admiração, de carinho e de aprendizado valem MUITO A PENA! Parabéns pelas suas versões de pai, filho e escritor. Não consigo imaginar alguém mais iluminado para esses 3 papéis. Continue escrevendo SEMPRE. BEIJOS.

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  18. Obrigado pelos elogios Cá. Prometo continuar escrevendo. bj

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  19. Maria Helena Furtado20 de novembro de 2011 23:29

    Bito que dedicação e amor lindos. É isso q a vida nos reserva amigo, sabedoria...o Antônio veio para aperfeiçoar e evoluir esse sentimento tão lindo q os uni. O AMOR!!! Nunca recebemos algo mais pesado do q o nosso corpo e nosso espírito podem carregar,o peso se torna leve quando enchergamos os desafios como um aprendizado e não como um sofrimento. Muita luz, paz e amor para esse novo desafio na vida de vcs três.
    Saudades de vcs querido amigo.
    Bjs e venham a Natal rs
    Lena

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  20. Lena, que alegria vê-la por aqui. Saudades de você, de saber da sua vida. O Antonio, garoto ocupado, está com duas viagens à Bahia programadas. Mas um convite à Natal não é algo que possamos recusar. Vamos nos falando. Quem sabe ano que vem. Adoraria revê-la. Um beijão, Bito

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  21. Amigo querido,
    Tem tempo que não conversamos e hoje tive tempo pra começar a futucar seu blog.
    Tinha tempo que queria fazer isso porque sempre curti seus textos e hoje decidir ler ao menos um e comecei por esse... Bom... posso dizer que muito me emocionei. Fiquei muito triste em saber da síndrome do Antonio e feliz em saber que vocês são uma família tão amada e forte. Sempre soube que você era um cara muito forte por mil histórias que já conversamos pelo "litoral" de Brasília e acredito que os obstáculos por maiores que sejam são pequenos pra você mas imagino que tenha sido barra esse início, um misto de expectativas, alegrias, tristezas, decepção, incertezas, certezas, tudo junto ao mesmo tempo agora e cara.. deve ter doído. Lógico que com o tempo o Antonio vai te mostrando o quanto ele será feliz e o quanto ele vai fazer você e Ana felizes. Não tenho dúvias disso! Já da pra ver nas suas fotos o quanto vocês dois já estão pasteis com a alegria de ter o Antonio na vida de vocês! Afinal, filho nada mais é que AMOR! O melhor amor! Da próxima vez que eu for aí quero muito ver vocês e conhecer meu sobrinho =). Tudo de melhor pra vocês amigo! E lembre-se: estou muito mais perto pro que der e vier do que esses 1200km BrasiliaxRio. beijocas

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  22. Fê, foi difícil sim. Ainda é. Mas ferida é coisa que cicatriza. Dá pra levar. Estamos felizes. Envolvidos dos pés à cabeça com a nova fase. Sabemos que está por perto. Amigos sempre estão. E faça o favor de visitar. rs. Desculpe mais uma vez por ter esquecido da festa. Não há justificativas, a não ser minha falta de organização. Um beijo.

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  23. Emocionante. Muitos ciscos nos olhos...

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  24. Oi Fabio,
    Sou de Porto Alegre-RS.
    Ontem meu namorado chegou em casa a noite e perguntou se eu tinha lido a coluna do Carpinejar em um jornal local, respondi que não. Rapidamente ele me contou sobre o que era o texto e eu percebi que na verdade ele queria falar que tinha descoberto o teu blog e precisava introduzir o assunto.
    Me contou emocionado sobre tua historia e de tua família, falou também que através dos teus textos ele tinha obtido uma nova visão da vida e usou aquele clichê "como nossos problemas são pequenos", mas eu entendi perfeitamente o que ele tava querendo dizer.
    Fiquei muito curiosa para conhecê-los, e hoje de manhã logo que tive um tempo sobrando tratei de procurar teu comentário no post do Fabrício e chegar até aqui.
    Tenho que te parabenizar pelos textos, pela maneira como tu arranca emoções não só de mães e mulheres, mas também de machões como meu namorado. Tua postura é admirável, a forma como tu aprendeu a lidar com os percalços da vida.
    Quero dizer também que a partir de hoje, tu a Ana e o Antônio tem mais uma... não uma espectadora, também não sei se posso chamar de amiga de longe. Mas estarei aqui acompanhando as tuas descobertas e alegrias.
    Abraço!
    Felicidade.

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  25. Gidiani, sou gaúcho de POA (hoje resido em Brasília) e, por isso, talvez tenha apreço especial pelos escritores da minha terra. Os textos do Carpinejar, sempre interessantes, engraçados e emocionantes, são uma verdadeira inspiração. E a postagem de ontem, em que a mãe dele tomou uma atitude que concordo tanto, me fez deixar um comentário. Fico feliz que tenham vindo até aqui - você e seu namorado - e que os textos tenham causado esse impacto positivo. Fico feliz que tenha me contato isso, é um incentivo para continuar a escrever. Espero que voltem aqui no blog sempre que puderem. Todas as segundas terá algo novo. Um abraço. Fábio

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  26. Querido Fábio,

    Você não me conhece e tão pouco eu tive o prazer em conhece-lo pessoalmente ...mas ao ler a doçura e leveza de suas palavras ouso dizer que lhe conheço um pouco por dentro! E esse pouco... é incrível, é puro, é doce, é suave! Como é lindo ver a sensibilidade com que você se expressa. O amor que tem pelo pequeno Antônio e por sua esposa é de uma ternura, gostosa de ver e sentir. Você é especial! Sou colega,agora amiga, de sua mãe e de sua tia Miriam aqui em Londres, e está sendo um adorável presente... vocês e todas essas descobertas!

    Um forte abraço e continue a escrever e a nos encantar com tantas maravilhas, tornando o simples em extraordinário.

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    1. Obrigado Flavia pela visita e pelo comentário. Fico imensamente feliz quando alguém de fora, sem contato direto comigo ou com o Antonio, lê e se deixa envolver pela nossa história. Entendo o que você diz, de parecer que nos conhece um pouco. Conhece mesmo. É uma parte grande da minha vida que está sendo contada por aqui. Te espero às segundas. bj

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  27. Olá Fábio.
    Não sei se vai ler esse comentário pois notei que não posta desde 2014.
    Encontrei sua história no google e gostaria de conversar com VC sobre o assunto da alteração no cromossomo 6.
    Se ler isso e quiser entrar em contato comigo agradeceria imensamente.
    Carolina
    carol_labrego@hotmail.com

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