terça-feira, 13 de novembro de 2012

Caixas de fósforos

Em novembro do ano passado, escrevi um texto sobre a chegada antecipada do natal, o consumismo exagerado e os brinquedos que realmente marcaram a minha infância. Entre eles, estavam as caixas de fósforos que minha avó de Porto Alegre guardava para os netos montarem trens, cidades e o que mais pudessem imaginar. Passei anos brincando com essas caixas.

Ao ler o texto, emocionada, minha querida avó imediamente recomeçou a colecionar caixas de fósforos, para quando os bisnetos fossem visitá-la, inclusive o Tom Tom.

Coincidentemente, cerca de um ano depois da publicação do texto tenho a primeira oportunidade de levar o Antonio ao Rio Grande do Sul, junto com meus sobrinhos, primos dele, para visitar a bisa. Estavam lá não só as caixas de fósforos, como outros diversos brinquedos antigos que acompanharam a nossa família por quatro gerações.

No mesmo lugar que me divertia na infância, vi meu filho e meus sobrinhos repetirem a farra que meus primos e eu vivíamos há 20 anos. Pude sentir toda a alegria da minha avó. Pude entender porque recordo com tanta saudade daqueles tempos. Fiquei imensamente satisfeito por ter atravessado metade do país neste final de semana. Os olhos do Antonio e dos meus sobrinhos naquele dia disseram tudo. Felicidade é coisa simples. E relativamente fácil de encontrar.




Se quiser ler o texto do ano passado, clique aqui:
Toys R Us

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Prefiro Crocs


Contou-me a babá:

Meu sobrinho Felipe, de 5 anos, estava assistindo a uma partida de tênis na beira de uma quadra. Uma pessoa se aproximou e perguntou:
      Você gosta de tênis, Lipe?
      Não. Prefiro Crocs.



*

Minha sobrinha Maria Eduarda, de 6 anos, chegando de viagem à Disney.

Eu:
      Eu deixei você viajar com a minha mulher durante uma semana inteira e você não me trouxe nem um presente?
Ela:
      Eu trouxe a sua mulher de volta de presente.

*

Brincando com meus três sobrinhos, Dudu, Felipe e Henrique, irmãos de 7, 5 e 2 anos, respectivamente.

      Quantos anos você tem, Dudu?
      Sete.
      E você, Felipe?
      Cinco.
      E você, Henrique?
      ... Não xei.

*

Maria Eduarda vai ao aniversário de um dos meus sobrinhos. Brinca e se diverte a tarde inteira. Ao final do dia, minha irmã diz:
      Maria Eduarda, você tem que nos visitar mais vezes!
Ela:
      Tá bom. Eu posso sábados e domingos.

*

Há algum tempo.

Dudu:
      Dindo, brinca com a gente.
Lipe:
      Dindo, eu quero ser do seu time.
Isabela, prima deles:
      Tio Fábio, posso te chamar de Dindo também?

*

Maria Eduarda conversando com uma amiga depois de visitar a obra da minha futura casa.

     O apartamento novo da Ana é lindo. E quando tiver as coisas dentro, vai ficar mais lindo ainda.

*

Há bastante tempo.

Dudu:
      Dindo, lê esse livro para mim enquanto eu faço cocô.

Começo a ler. Lá pela terceira, quarta página, ele diz, fazendo força:

      Dindo, vai mais rápido que eu já tô quase acabando.

*

Moral da história:

Entendo quem não queira ter filhos, mas nunca vou compreender quem diz que não gosta de criança.

Nunca.