segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Metralhadoras e lanternas

Não tenho dúvida alguma de que a revelação a seguir me causará enorme constrangimento, mas o fato é que, quando pequeno, tinha medo do escuro. Não aquele temor típico, que passa aos cinco, seis anos. Era patológico. E durou até o início da adolescência.

Na época, sem saber o que mais fazer para dormirem em paz, meus pais investiram em uma psicóloga infantil que, pouco a pouco, com técnicas que lembro em detalhes até hoje (e ainda uso esporadicamente), foi iluminando o caminho e mostrando que não havia serial killers atrás da cortina do meu quarto. Alguns gostam de chamar essas pessoas de anjos que aparecem em nossas vidas. Eu prefiro chamá-los de lanternas.

Na verdade, o aspecto dos anjos sempre me incomodou um pouco. Na hora do perigo, não gosto da ideia de ter que confiar na proteção de alguém com bochechas rosadas e lençóis esvoaçantes no lugar das roupas. Se for para enfrentar um monstro, gostaria de ter ao meu lado alguém com cicatrizes, defeitos ordinários e pouca ou nenhuma inocência na cabeça. Acho mais eficiente contar com um protetor que, em vez de arco e flecha, tenha um AK-47 nas mãos. Como isso nem sempre é possível, na vida real, aquela em que volta e meia tropeçamos, em vez de recorrer a seres celestiais, busco pessoas de carne e osso em quem eu possa me segurar. Gente normal, sem asas nas costas, mas com uma luz capaz de iluminar meus próximos metros. Amigos, parentes, médicos e até desconhecidos que, às vezes sem perceber, exercem a função de lanternas. E nos momentos escuros, dão a coragem que me falta para continuar a andar.

Acredite. Receber a notícia de que seu filho é diferente da maioria das crianças que nascem é um alçapão para as trevas. O chão se abre e você despenca para um lugar onde ninguém tem coragem de afirmar se o seu bebê vai andar, se vai falar, se vai sobreviver. Tudo é sinônimo de dúvida. O futuro, os dias seguintes e até as próximas horas são um verdadeiro breu. Acuado, cego, eu precisava de lanternas. Rapidamente algumas começaram a acender.

A primeira delas foi um pediatra chamado Dr. Marcello. Com quase nenhuma ideia de quem eu era – identifiquei-me como amigo da sua filha e do seu genro – atendeu o meu chamado em um domingo de manhã e em pouco tempo estava no quarto do hospital examinando o Antonio. Fez testes básicos, reavivou meia dúzia de esperanças, mas, acima de tudo, acalmou nossos corações. Foi a primeira pessoa a colocar a profissão de lado e a dizer, mesmo sem poder ter certeza, que ficaria tudo bem.

Neste dia aprendi que a sinceridade só é uma virtude quando vem acompanhada de tato. Sair despejando verdades por aí com a falsa desculpa de ser honesto com os outros não é suficientemente honrado. Quero distância dos que transformam sua franqueza em uma arma e, muito mais do que verbalizar os fatos, sentem um prazer interno em atingir os outros com o indizível, julgam-se corajosos por falar na cara. Por amor próprio e aos meus ouvidos, privilegio as palavras cuidadosamente escolhidas por quem realmente quer ajudar, em vez de relatar sem filtros o que está pensando ou vendo. Ao meu lado mantenho as pessoas que dizem tudo, mas que antes de abrirem a boca, refletem se é o momento certo e qual a melhor forma de expressar.

Afirmo isso porque, nas horas seguintes ao nascimento do Antonio, o Dr. Marcello foi o primeiro médico que teve a delicadeza de nos mostrar não apenas os defeitos do nosso filho, mas principalmente, as características que ele tinha em comum com qualquer outro bebê. Em vez de focar nos estigmas morfológicos que prenunciavam uma possível síndrome, ele nos mostrou que o Antonio estava se alimentando satisfatoriamente, estava reagindo aos estímulos básicos e tinha condições de sair dali brevemente. Conversou conosco olhos nos olhos, passou o calor de quem se importa com os pacientes e nos presenteou com algumas palavras de alento. Iluminou os próximos passos. Como um farol em uma estrada obscura, deu-nos condições de seguir.

O ano passado foi sem dúvida o mais difícil e amedrontador que já vivi. Entretanto, tive a sorte de encontrar muita ajuda. Peço aqui uma licença aos leitores que não têm contato direto comigo. Há pessoas que preciso agradecer.

Dr. Marcello, Daniela Utescher, Elizabeth Mcpherson, André Palmini, Dra. Betânia (do Sarah), Eliane (do Sarah) e Dra. Ana Lúcia, vocês foram minhas lanternas em 2011. Obrigado por clarearem a sombra e me sugerirem, acertadamente, o que fazer.

Não posso deixar de mencionar o inesgotável amor e disponibilidade dos nossos familiares (meus e da Ana, para mim são todos uma só família), além do carinho imensurável de amigos e leitores deste blog. Sem essa energia não conseguiria ir em frente.

A paternidade foi a minha primeira oportunidade de visualizar que tudo acontece por uma razão. Desde o nascimento do Antonio, tenho utilizado todo o aprendizado reunido em situações anteriores, desde o saber falar inglês até o gosto por escrever. Sinto que minhas dificuldades e desafios até o dia em que me tornei pai foram, na verdade, meras aquisições de ferramentas. Instrumentos que tenho utilizado exaustivamente para enfrentar meus obstáculos de agora.

Na infância, venci meu medo de escuro criando cápsulas imaginárias para dormir, acionadas e destravadas por senhas absolutamente indecifráveis. Depois, na adolescência, tive de enfrentar a escuridão todas as noites para alimentar meus cachorros que ficavam no fundo do quintal da casa, numa fronteira com dois terrenos baldios. Ao longo da vida, por questão de honra, sempre me forcei a encarar o escuro de frente. Aos poucos, sentindo a pulsação na garganta, descobri como separar a imaginação da realidade.

É esta a habilidade que mais exercito como pai. Por algum tempo, fiquei borrado de medo com o filho que tinha gerado. Imaginei cenários deprimentes, uma vida de limitações e tristezas, chorei pelos cantos, morri de pena de mim mesmo. Mas hoje o Antonio ri enquanto passa a mão na minha barba, cai na gargalhada quando alguém tosse, adora sair de casa para passear, passa horas olhando o movimento pela janela, sente cócegas na barriga e acorda com um cheiro no cangote do qual sou dependente químico. O dia-a-dia com um filho especial não tem nada a ver com a escuridão que eu havia fantasiado. Nesta manhã, quando o chamei pelo seu nome, ele olhou para mim e abriu um sorriso. Não posso imaginar começar o dia com alegria mais real.

47 comentários:

  1. Fábio, que lindoooooo! Belíssimo texto (como sempre!).

    Para mim, como psicóloga, não há nada mais contraditório do que o movimento de "humanizar a saúde", como tantos dizem por aí. Se alguém escolhe ser da área da saúde, pressupõe-se que a pessoa é minimamente humana... o suficiente pra lidar com a dor (física ou não) do outro. Infelizmente vemos muitos profissionais dessa área que não dispõe desse pré-requisito, justamente pela falta de tato. Fico feliz que vc tenha encontrado lanternas. Essa luz fez (e sempre fará) vcs trilharem pelo caminho mais seguro.

    Beijo, beijo.

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  2. Sempre leio o que vc escreve e preciso dizer o quanto as coisas que vc diz tocam no fundo do meu ser.
    Penso a mesma coisa que vc acerca da sinceridade, mas nunca poderia dizer de uma forma tao bonita quanto a tua. Eu posso dizer que sempre prezei a sinceridade, mas que, com o tempo e as magoas, passei a pensar que ela precisa ser usada com sensibilidade, com tato.
    Eh preciso humildade para compreender a vida e aprender com ela.
    Obrigada, mais uma vez, por tuas palavras.
    Luciana Dytz

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  3. Incrível como em cada texto seu eu me identifico c/ alguma. Nesse a identificação veio através do medo. Tive medo de trovão até o nascimento da minha primeira filha. Eu mesmo exerci o papel de psicóloga, pois sabia o quanto era horrível ter esse medo e por isso mesmo não queria passar isso p/ meus filhos. Quando a Fernanda ficou maiorzinha e me perguntava que barulho era aquele, eu respondia que São Pedro estava lavando o céu e tinha deixado o balde cair. Ela corria até a janela e falava: São Pedro, não deixa cair o "bode". Sim, a pouca idade dela na época não lhe permitia falar balde. E assim acabei c/ meu medo e não passei isso p/ as crianças. Naquele momento, fui lanterna de mim mesmo, mas não abro mão de outras lanternas, aliás que não precisa delas? Tenha certeza de uma coisa Fábio, até os filhos acabam sendo tb nossas lanternas. Bjs

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  4. Taí uma coisa que o Antônio pode ter certeza: seu protetor tem uma metralhadora AK-47 para destruir todos os medos. E não tem medo de usá-la.

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  5. Mais uma vez nos brindas com um texto maravilhoso! Teu Antonio é mesmo uma criança de muita sorte em ter uma família tão especial e um pai que sabe transmitir suas experiências de uma forma tão tocante que certamente irá servir de lanterna para muitos outros que estejam passando situações semelhantes. Lindo!

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  6. Vi um trecho desse texto no face de uma amiga e resolvi conferir a integra alguns minutos após fazer uma oração mental pedindo a Deus que me orientasse para uma questão pessoal que eu não estava conseguindo achar resposta.
    Obrigada por ter sido, hoje, a minha lanterna.

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  7. Ká, obrigado. Confesso que até entendo que é preciso ser direto com os pacientes, mas há muitas maneiras de fazer isso. Um grande beijo

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  8. Luciana, obrigado a você por voltar aqui sempre e comentar. Um bj

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  9. Cléo, "São Pedro, Não Deixa o Bode Cair" seria um ótimo nome para este post. Que pena que não me contou essa história antes! Teria começado o texto com o seu medo de trovão e não com o meu de escuro. Um beijo.

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  10. Aline, vamos atirando. Vamos atirando.

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  11. Patrícia, obrigado pelas gentis palavras. Um bj e boa semana.

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  12. "Anônimo", este blog estará sempre aceso para quem quiser. Que bom que o texto foi de alguma ajuda. Bem-vindo ou bem-vinda. Tomara que volte mais vezes.

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  13. Fábio! Que lindo texto, você sabe tocar o fundo da alma com suas palavras... O bom disso tudo que você encontrou essas pessoas que abriram um caminho no meio da escuridão, assim a luz que iluminou seu caminho também vai te guiar nessa jornada. E eu tenho certeza que seu filhote vai ter surpreender muitas vezes!
    Beijo!

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  14. Fabio, quem nessa vida não precisa de uma lanterna? Td nós precisamos, em algum momento da vida, de ajuda, de consolo, de afagos pra eliminar os bichos que resolvem morar dentro de nós. Tenha certeza de que seu pequeno grande Antonio será uma luz enorme pra vc e sua família. Fico imaginando ser acordado com um sorriso gostoso dele que vai iluminar td o seu dia. Nada mais lindo do que o sorriso sincero e alegre de uma criança. Muita luz a cd novo dia pra vcs. Bjs iluminados de alguém que admira muito vc e seus textos

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  15. Tuigue, tenho certeza também que ele vai me surpreender muito. Já surpreende. Que bom que passou por aqui. Um bj

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  16. Sonia, eu pelo menos aceito todas as lanternas que aparecem. Quanto mais claro o caminho, melhor. Um bj pra vc

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  17. Fabinho, texto lindo de se ler!!! Você está se saindo um "escrevinhador" e tanto... ( estou numa fase Vargas Llosa que me faz usar termos dele. O mesmo aconteceu quando assisti Tropa de Elite e fiquei um mês falando os jargões!!).
    Eu e Nicolau estamos ansiosos para brincar com Antonio...
    Bjao

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  18. Sabe que assisti Tropa de Elite 1 ontem novamente? Acho que daí que surgiu o AK-47 no texto. rs. Também queremos encontrá-los. Deixa só o Tom se recuperar completamente de uma virose que pegou ele semana passada e combinamos. Domingo?

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  19. Fiquei conhecendo seu blog atravéz do amigo Jairo, do Assim como Voce. Já naquele momento me identifiquei com vc e seu texto sobre o Antonio. Sou pai e muitas vezes passei por esses medos que vc tão bem colocou. Acompanhar o seu blog será mais uma das minhas tarefas.

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  20. Bravo ! Bravo ! Tu és o rei da resiliência, para usar um termo moderno. Teus medos te levaram não a ser bravo para se defender. Isto seria ruim, é claro. Te modificaram e te trouxeram duas qualidades, a tenacidade e a bravura.

    Li três vezes. Sorrindo.

    Beijos.
    Mãe

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  21. Os seus comentários eu leio umas 20. rs. bj

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  22. Olá Fábio!
    Tenho lido todos os seus posts. Hoje mais que nunca acredito que tudo tem um propósito rsrs Achei seu blog!!Espero todas as segundas na espectativa de um novo texto. É como se eu estivesse perto de vc, de sua esposa e deu filho Antônio torcendo junto. É super importante isso que está fazendo nesse blog viu? Hoje resolvi escrever a ti, porque talvez não saiba, mas tem pessoas como eu que acompanham seus textos na busca de um "sopro", uma "respiração" que seja de verdade e cuidado com as palavra. O meu caso foi de quimio mesmo. Quando pequena tive uma contaminação pela água na cidade onde morava. E claro, criança e idosos são sempre mais sensíveis a isso. Fiquei com organismo mais frágil. No ano passado tive uma recaída, a primeira com 8 e essa com 24. Agora está tudo certinho, fazendo somente acompanhamento. Só queria que vc e Ana soubesse que estou aqui orando por vcs, pelo Antônio. Todo mundo serve de lanterna na vida de alguém. A história da sua família se fez uma e bemmm grandee rsrs. Sucesso a vc e Ana sempre. E um beijo no Antônio que tem as bochechas mais fofas que ja vi rsrsrs
    Nana

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  23. Compartilho com vc estes medos. Tive medo absurdo do escuro e só adulta conseh=gui vencê-lo. No entanto o medo que tenho de pessoas que usam a desculpa da franqueza como uma metralhadora..........ah..este medo eu não superei. Mas assim como faz procuro manter ao meu lado pessoas que me falam o que preciso , mas com jeito, com carinho e respeito devido. Chamo-os de anjos.... e tive vários. E sabe, mantenha os teus sempre por perto, grande pai do Antônio. Nunca se sabe qdo uma destas metralhadoras ambulantes irão aparecer. E acima de td confie!!!! Há muita gente boa neste mundo. Mantenha-se ao lado deles. Beijos ao Antônio

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  24. Nana, obrigado pelas orações. E por este recado. É uma alegria servir de lanterna de vez em quando. Uma maneira de compensar as várias lanternas que tenho utilizado. Fique bem. Que bom que já se recuperou. Um bj

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  25. Adriane, concordo plenamente que há muita gente boa no mundo. E pensar assim é muito bom. Bj

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  26. Brilhante, novamente. Tentei ser mãe e não consegui. E nessa tentativa me decepcionei com os colegas de profissão. Até hoje eles não sabem se engravidei ou não. Mas já passou e superei. Existe um grupo de Fortaleza que trabalha com humanidades médicas. No livro "Você pode me ouvir, Doutor?" , um dos organizadores é meu irmão e ele aconselha o jovem médico: "Faça esforços permanentes para não sucumbir a um dos grandes males da medicina atual: a insensibilidade." no mesmo livro uma outra autora fala: "Mas institucionalizou-se...que boa ciência tem a ver com neutralidade...se considera mérito o
    distanciamento, confundindo contenção dos afetos com profissionalismo." Perdão, não pretendo transcrever todo o livro aqui. É só para te dizer...fale com ele. O amor é capaz de tudo, como tão bem retratou Almodovar no filme
    "Fale com ela". Beijo, Mônica Leite

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  27. Fábio, cada semana aprendo mais e mais com seus textos! Não consigo escolher um como preferido, todos tem uma mensagem especial. Obrigada por nos presentear todas as segundas com suas palavras!

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  28. Mônica, falo com ele diariamente, o tempo todo. E ele entende. Bj

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  29. Ju, é muito bom vê-la por aqui. Obrigado a você por ler, comentar, compartilhar. Um bj

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  30. Perdi o post na 2a porque estou longe, mas na 3a vim ler!

    E olha...só o sofá branco de couro e a TV da Vila Mariana sabem quantas vezes você foi lanterna meu caro! É dando que se recebe!

    Se cuida! Bjão

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  31. Rejane Silene de Castro11 de janeiro de 2012 07:52

    Olá Fábio!
    Mais um texto muito bem escrito e que nos remete a uma reflexão sobre como estamos acendendo nossas lanternas ao longo dos anos.
    Realmente é necessário termos boas lanternas para nos socorrerem em dias de escuridão. São elas que nos fazem ver possibilidades onde parece que já não há mais solução.
    Tenho uma admiração muito grande por você e sua família.
    Em nossas vidas encontramos alguns anjos que podemos chamar de amigos e eles estarão sempre prontos para acolher nossas angústias e nos ajudar no que preciso for.
    Pode ter certeza que na vida de você, da Ana e principalmente do Antônio muitos anjos estarão aos seus lados.
    Busque sempre o auxílio das lanternas para que a luz delas ilumine seus passos.
    Forte abraço.

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  32. Rejane, ontem mesmo uma nova pessoa trouxe um luz para uma questão aqui em casa. Lanternas, anjos, o que forem, estão sempre surgindo por aí. Bj

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  33. Amei o texto, como sempre ! Sou fã de carteirinha! Bjs Cacá

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  34. Mais uma vez um lindo texto. Antonio com certeza é uma criança muito feliz pois tem pais que o amam e o aceitam com ele é. Quem dera todas as crianças especiais também tivessem pais especiais como vcs são. Bjs.
    Alessandra, a mãe da Valentina.

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  35. Alessandra, que bom ver um comentário seu! Um bj

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  36. Caro Fábio,
    TEnho lido seu blog e gostado bastante, mas lendo seu texto hoje, lembrei cada dia que eu e minha família vivemos desde o nascimento do meu sobrinho que é um menino especial, de uma síndrome conhecida, mas também rara. Ele hoje tem 15 anos, mas quando nasceu, era bem diferente e com uma semana não conseguia mamar direito foi para UTI e até conseguir um médioo que nos atendesse e ao mesmo tempo nos acolhesse deve ter demorado uns 2 meses... e o tempo foi passando, cada conquista dele é exatamente como você descreve, uma alegria infindável... Prepare-se vem muito mais por aí. Desejo que sejam boas surpresas e que todas as características da síndrome sejam definidas e descritas para ajudar os "próximos Antonios".

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  37. Tima, fico feliz que esteja acessando. É bom saber que seu sobrinho está bem, aos 15. E o objetivo de dividir a informação é este mesmo: decifrar a síndrome, para ajudar o próprio Antonio e os próximos que por ventura poderão aparecer. Hoje mesmo começamos um trabalho com uma fisioterapeuta extremamente antenada em questões genéticas. Acredito que vamos progredir muito com a ajuda dela. Um abraço

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  38. Gaúcho, quanto tempo! Desde que o Diniz me contou sobre o blog, sou um leitor assíduo. Admiro seus textos e principalmente sua atitude. Tenho certeza de que o Antonio não poderia ter um pai melhor.
    Grande abraço,
    Caio (da Grey)

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  39. Fala, bonito! Como você vem nos servindo de lanterna neste blog! E concordo: a verdade sem o tato dá impressão a quem a recebeu que o franco se importa mais em gozar a sensação de saber o que o outro não sabe, procurando se colocar acima, do que em querer bem este outro alguém. As mentiras sinceras do Cazuza não me interessam, mas sim as verdades gentis!

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  40. Caião, que bom vê-lo por aqui. A filha deve estar gigante. Abraço

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  41. Da Vila, sempre uma frase interessante. Verdades gentis é uma boa síntese do que eu queria dizer.

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  42. Espero ansiosa pela segunda-feira pra poder ler seu novo post. Tenho uma filha de quase 3 anos e um no bucho, prestes a chegar. Seus textos me inspiram muito, me emocionam. Sua concepção de paternidade/maternidade nada difere da minha, por isso me identifico demais.
    Que em 2012, surjam mais lanternas ao longo do seu caminho, de sua esposa e de seu lindo e especial filho.
    Abraço, Isadora.

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  43. Vc é o kra!! Digo isso arrepiado, emocionado com seus textos. Talvez vc seja lanterna, mas moderna, de leds... bem potente. Até hj tava sendo egoista, guardando os textos só prá mim... agora vou compartilha-lhos, quem sabe fazendo isso nao me transformo em uma lanterninha antiga..daquelas de 6volts. Abraços

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  44. Donizetti, obrigado por compartilhar. Tenho certeza que todos nós somos lanternas de vez em quando, mesmo sem saber. Um grande abraço

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