segunda-feira, 8 de outubro de 2012

(des) Culpa

Prólogo

Inspirado pelo clima de eleições políticas, na semana passada prometi que até sexta-feira escreveria algo, não cumpri, mas vou deixar por isto mesmo, na esperança de que meu eleitorado em breve se esqueça, ou que tenha preguiça de reclamar seus direitos, por ter coisas mais importantes a fazer, como, por exemplo, assistir à derrocada da Carminha em Avenida Brasil.

Sim, apesar do tom frio e do olhar sereno, é claro que sinto algum peso na consciência por este desvio de caráter, como sentem, sem dúvida, os políticos que prometem o éden na campanha e fazem o indizível depois de eleitos. Acredito até que eles só conseguem dormir porque a recompensa de fazer o indizível no poder público inclui, entre outros prêmios, a possibilidade de adquirir imóveis espetaculares à vista, a habilidade de conquistar mulheres 20 anos mais novas e a certeza de desfrutar da companhia delas em seus lençois de algodão egípcio 1500 fios. Exceto o tamanho do imóvel, a diferença de idade da mulher e a qualidade da roupa de cama, estou no mesmo ponto que eles: certo de estar errado, fico somente esperando a culpa passar.

O pior é que a culpa passa. E as pessoas esquecem. E o tempo apaga. Ou distorce. Esta é a minha esperança. Tomara que os leitores deste blog esqueçam a segunda passada, “a segunda em branco”, e que me reelejam, já nesta semana, como alguém merecedor de sua atenção. Afinal, em time que está ganhando não se mexe. E tem muita promessa vazia por aí ganhando eleição.

Sigamos ao texto da semana de fato. Se não nas urnas, ao menos aqui, chega de embromação.

*

Texto de fato

Há algum tempo eu cultivava o hábito de dizer que tinha nascido uns vinte, trinta anos atrasado. Argumentava que o tempo andava rápido demais para mim. Dizia que gostaria de ter trabalhado no tempo da máquina de escrever, das cópias em papel carbono e das mensagens por carta, que demoravam para chegar. É claro que uso internet, avião, celular. Mas a voz que habita a minha cabeça – aquela que a gente escuta quando lê um livro, aquela que fala as verdades que não saem da boca – volta e meia repete que eu viveria melhor se o mundo girasse um pouco mais devagar.

É estranho viver na contramão da própria geração. Estou sempre rodeado de gente pré-adaptada à próxima invenção, seja inovação tecnológica, seja descoberta científica, seja o que for. Enquanto eu, olhando para o teto do meu quarto sem TV, sorrio com o canto da boca ao imaginar uma biblioteca de madeira, cheia de livros de papel, e muitas tardes à toa, para aproveitá-la. 

Assim está bom
Ainda no campo da diversão, ignoro solenemente qualquer tipo de vídeo game; assim como a minha avó, prefiro um carteado. Meu computador não é de última geração e serve somente para eu escrever e me comunicar, não mais do que um papel em branco, ou um telefone bem equipado. Até aproveito os recursos dos dias atuais, mas a minha alma se sente residente de outro tempo. Não sei exatamente qual, mas sei que é no passado.

Como diz um ditado popular, é preciso ter cuidado com o que se deseja. Eu e minha vontade de arrastar os dias fomos ouvidos e premiados. Tive um filho há quase dois anos e ele se comporta como se tivesse apenas seis meses de idade. Recém aprendeu a sentar, há pouco começou a me reconhecer, posso até imaginar Deus (ou a natureza, ou seja lá quem fabrica a vida) satisfeito consigo mesmo: “Este foi feito sob medida. Este saiu exatamente como o encomendado.”

E cá estou eu, vivendo um paradoxo existencial. Ansiei por um ritmo mais lento em tudo na vida; e agora, que meu filho atende este desejo ao extremo, sinto-me absolutamente angustiado.

Não é culpa do Antonio, é preciso dizer. A seu tempo, ele tem feito progressos imensos. Come bem, dorme com regularidade, cresce e engorda dentro da média das crianças e bem acima das expectativas médicas. 

Em termos de desenvolvimento motor, a todo tempo faz um imenso esforço para equilibrar a cabeça, ou para alinhar o tronco quando se senta; tenta ficar sem as mãos apoiadas no chão; estica-se para pegar os brinquedos; recoloca-se incessantemente na “posição do gato”, de quatro, mesmo sem ainda conseguir mover as mãos ou as pernas para engatinhar; tem cada vez mais levado os brinquedos à boca para explorá-los; mesmo que involuntariamente e sem razão específica, bate palminhas; firma as pernas quando o colocamos em pé; bate as mãos na água; aceita todo tipo de papinhas e dá sinais de que algum dia poderá conseguir mastigar a comida. 

No desenvolvimento cognitivo, o Antonio vai mais devagar, mas também evolui. Aos poucos, ele tem entendido o que é “ir para o banho”; já olha discretamente quando chamamos o seu nome; tem balbuciado alguns sons com maior frequência; acompanha desenhos e outros programas na televisão; ri em situações específicas; desenvolve afeto especial por alguns brinquedos e começa a fazer “escolhas” quando oferecemos mais de uma opção. Dentro dos seus próprios limites, o Antonio raramente demonstra preguiça ou malcriação nas suas atitudes. Ao contrário, sentimos que ele se esforça. E que aos poucos está despertando para o mundo à sua volta. Com muita frequência nos impressiona com alguma nova atitude. Com mais frequência ainda, faz algo engraçado.

Ou seja, a culpa é minha, pois mesmo sabendo que não posso consertar o problema do meu filho, insisto em me encher de expectativas. Repito “papai” de um jeito irritante para o Antonio, tentando enfiar ouvido adentro uma informação que talvez o cérebro dele esteja verde demais para interpretar. Procuro identificar padrões em todos os comportamentos dele, para apenas poder batizá-los de aprendizado, de habilidade conquistada. E desejo, incontrolavelmente, que o Antonio acompanhe um pouco mais o tempo, este apressado, este maldito, que insiste em deixar para trás não só a minha alma, mas agora também o melhor fruto dela, que é o meu filho.

De vez em quando vejo alguém dizer que as crianças de hoje em dia são muito espertas, que já nascem sabendo mexer em computador e passar os dedos nas telas touch screen. Adoraria engrossar o coro, mas não posso. Meu filho não nasceu esperto. E só agora começa a entender a utilidade das próprias mãos. Acho que minha constituição antiquada não passou para ele informações suficientes. Acho que respirei ácaros demais nas minhas bibliotecas imaginárias e prejudiquei a herança genética dos meus filhos. Agora sério: acho que minha mulher e eu desconfiaremos pelo resto das nossas vidas se fomos culpados pelo o que aconteceu ao Antonio.

Os exames realizados até agora indicam que não. A medicina acredita que não, que poderia ter acontecido a qualquer casal. Ainda assim, quando vejo meu filho lutar para fazer o que deveria ser instintivo, preciso admitir que muitas vezes me questiono. “Se a Ana tivesse engravidado no dia seguinte, teria sido diferente?” E a culpa volta, porque pensar desta maneira não leva a lugar nenhum. Certo de estar errado, fico esperando a culpa passar.

32 comentários:

  1. A cada semana que passo por aqui, o mundo clareia mais um pouquinho...obrigada, principalmente nas atuais circunstâncias. Beijo, beijo no Antonio. Ivana

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    1. Obrigado, Ivana. Há quase ano escrevi algo neste sentido: pessoas que claream o caminho. O texto chama-se Metralhadoras e Lanternas. Se tiver tempo, veja nos posts antigos. Um bj

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  2. Fábio,

    Quantos progressos os do Antonio. Vertiginosos e rápidos dada às dificuldades dele. Querido. Quanta ternura naquela carinha e naquelas mãozinhas. Que texto lindo. Quanta ternura na descrição.

    Culpa já era. Manda ela pro inferno.

    Bjs.

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    1. É inevitável. Existe um constante processo mental para livrar-me dela. E consigo. Por algum tempo. bj

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  3. Também acho que culpa não tem nada a ver! Todos devemos aprender a nos livrar dela. Eu estou me "culpando" por não ter ido ontem comer um sorvete de baunilha, com calda de chocolate salpicada de castanha de caju moída. Duas bolas em cima de uma casquinha de biscoito, aquelas bem torradinhas! Culpa deve ter a Carminha, pelos desmandos que fez na mansão do Divino.
    O Antonio nos ensina a cada novo gesto, a cada novo movimento. Seu olhar e seu sorriso encantam a nossa vida. E isso é a melhor nutrição para a alma.
    Beijos,
    Miriam

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    1. Culpa por comer, se eu a tiver, viverei pagando pecados. rs Esta eu desisti de ter. bj

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  4. Eu não lido muito bem com elogios, mas acredito que é importante colocar um adjetivo colossal quando conseguimos adorar algo que lemos ao acaso.
    Poderia dizer brilhante, mas isso faria o texto ficar refém de uma única palavra, sendo que o mesmo é muito maior do que essa definição.
    Acho que essa forma de contar histórias utilizando apenas retratos de vida é sensacional, pois não existe nada forçado. Tudo consegue ser peculiar e poxa, não tem nada melhor do que se deparar com escritas assim, cheias de personalidade. É como olhar para um guarda-roupas cheio de roupas novas.

    Incrível, sr. Fábio.

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    1. Obrigado, Brunno. Fico lisonjeado. Você foi cirúrgico: o fato de ser um retrato da vida deixa a coisa toda mais natural. A imagem está pronta, basta ter olhos para descrevê-la. Abraço

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  5. Tenho uma filha de 3 anos e 9 meses com paralisia cerebral, a Maria Antonia. Ela é muito especial e tem uma vontade de viver e vencer incrível, assim como parece ser o Antonio. Cada pequeno progresso dela é muito comemorado. Ela tem sequelas motoras e o cognitivo está aparentemente preservado. Digo aparentemente porque ela não se comunica (verbalmente) ainda.
    Há algum tempo venho lendo seus textos e percebo que eles relatam de uma maneira incrível muitos sentimentos que eu e meu marido vivenciamos no dia a dia. A culpa é realmente inevitável, mesmo que esteja claro que não poderíamos mudar essa realidade, se tivéssemos uma oportunidade. Trabalhamos diariamente para nos livrarmos dela e a cada vez que conseguimos ela tem demorado mais a voltar.
    Não conheço vocês, mas já tenho um carinho muito grande pelo Antonio e torço muito por ele.
    Um grande abraço,
    Gisele Moura Salomão.

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    1. Gisele, que bom que comentou e abriu a sua história. Também me identifico com relatos de outros pais de crianças com deficiência. Parece que as situações são diferentes, mas percebo que os desafios que enfrentamos são muito parecidos: as incertezas, os medos, as culpas, mas também as alegrias, as superações, a mudança no modo de ver a vida. É sempre bom saber que algumas coisas que digo por aqui funcionam quase como um espelho para outros pais em situacões parecidas. É a melhor prova de que não estamos sozinhos. Abraço para toda a família e um beijo na Maria Antonia.

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  6. Ah, Fabinho... Mais uma delícia de leitura... Se serve de consolo: a culpa companha a todos nós, pais, independente do filho. A culpa nasce com o filhote, e na maternidade mesmo se instala em nós. E com o passar do tempo, a cada choro, febre, tombo, frustração, a culpa nos assola e tenta nos dizer que poderíamos ter impedido o sofrimento desse filho tão amado. Sofrimento sem solução.Precisamos aprender a desapegar dessa culpa, no meu caso, esforço diário. Beijos, Ana Laura

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    1. Ana Laura, serve de consolo sim. Este negócio da culpa é involuntário e acho que o esforço é diário para todos: mães e pais. Há um tempo percebi que culpa é um assunto muito debatido - e combatido - em publicações para mães e pais. Confesso que preciso ler um pouco mais para poder opinar. bj

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  7. Fabio,
    Concordo com a Ana Laura. Culpa é companhia constante da maioria de pais e mães, pelas mais diversas razões. A discussão sobre o tema na blogosfera materna tem sido bem acirrada nas últimas semanas. Eu ainda estou formando a minha opinião a respeito, mas tendo a achar que ela é salutar, quando te impulsiona e muito nociva, se paralisante. (Tá bem confuso, né? Eu sou meio confusa assim.) :-)
    Você já leu "viver não dói" do Carlos Drummond de Andrade?
    Beijo.

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    1. Não li, Marcela. Fiquei curioso. Vou procurar. Ontem mesmo uma amiga relembrou uma citação de João Guimarães Rosa, que acredito que verse sobre o mesmo tema:
      "O correr da vida embrulha tudo.
      A vida é assim: esquenta e esfria,
      aperta e daí afrouxa,
      sossega e depois desinquieta.
      O que ela quer da gente é coragem."
      Bj

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  8. Só uma coisa a dizer: vc escreve bem demais!!! Toda vez que leio um texto seu, independente do conteúdo, termino com um sorriso no rosto. Seja porque a mensagem é linda ou porque o desfecho é perfeito e se conecta com tudo o que foi dito. Em resumo: encho-me de orgulho!

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    1. Obrigado. Fica mais fácil escrever quando o assunto é real. Bj

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  9. Fábio, saudades de vir aqui. Faltou tempo.

    Prólogo: sendo sobrinha de político e sabendo do esforço e dedicação do meu tio que insiste em trabalhar arduamente 7 dias por semana no cargo de prefeito há 4 anos mesmo fazendo tratamento contra um câncer cerebral, devo dizer que fico um pouco ofendida quando vejo críticas generalizadas a políticos. Não estou chateada com vc, sei que o brasileiro perdeu a fé nisso mesmo (e com bons motivos). É só um desabafo.

    Comentário de fato: sua franqueza me comove. Quero te dizer que o acaso não agrega culpados. Adorei o texto!

    Beijo aos 3.

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  10. Acho que deve mesmo ler mais sobre culpa. Vai descobrir que é um sentimento que todos têm, principalmente em relação a filhos. Agora, Fábio, culpa por atrasar um texto, pelo amor de Deus, não! Não se cobre por mais isso. Tenho certeza que falo por todos os seus fãs. Adoramos ler seus textos, mas sem cobrança! Abraço, Lourdes Teixeira.

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  11. Fábio,
    Sou uma criatura compulsiva por leitura. Quando era pequena, devorava o dicionário. Leio de tudo, de rótulo de xampu a bula de remédio. E não costumo ter preconceito - deixo o texto se revelar.
    Recentemente li (e reli) um livro que me trouxe muitas respostas. Houve quem o me recomendasse e quem o depreciasse. No zero-a-zero, li sem expectativa. Pois justamente o trecho que fala sobre isso me chamou a atenção: As expectativas são uma tentativa inútil de controlar o futuro, de querer impor certezas ao incerto; são a base para o julgamento, a vergonha e a culpa. O livro é "A cabana", sobre um pai que não se conforma por não ter conseguido impedir o assassinato da filha.
    Também resolvi escrever um blog para administrar expectativas sobre ser mãe. A cada dia, descubro que não tê-las é a melhor escolha. Mas até isso pode se transformar numa delas, sabe?...
    Te incluí em meu blogroll:
    http://maeperfeita.wordpress.com

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    1. Marusia, obrigado pelo recado. Vou entrar no teu site. bj

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  12. Fábio, você é culpado por tantas coisas: pelas péssimas piadas, trocadilhos, meu vício em Ades de manga, por ter um filho lindo que encanta a tantos, pelas lágrimas que derramo a cada texto...o resto (como disse a sua mãe) manda para o inferno!
    Bjs,
    Mel.

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    1. Errei o nome... culpa dos filhos! é Del Valle de manga! rs

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    2. Mandarei para o inferno, Mel. bj

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  13. As crianças de hoje não são mais espertas. As crianças de cada novo ano são mais espertas do que seus antecessores de anos anteriores e assim sucessivamente. Já o dizia o antigo filósofo Sócrates.
    As crianças com síndromes raras de hoje, são muito, muito mais espertas do que um dia imaginamos nós terapeutas, médicos, ciência, etc. Não encontramos explicações científicas, mas sabemos que pais mais esclarecidos são sem dúvida os responsáveis por esses resultados.
    O que há é sem dúvida é muito mais crianças com síndromes raras. Se há culpados? As ciências pertinentes, entre si, discutem: contaminação química por agrotóxicos x exposição à toxidade do ar, de produtos, de alimentos, do solo, de animais, de medicamentos, de exames invasivos como raio x, ultrassonografias,de experimentos não divulgados, etc.?
    Como pode então um casal julgar-se culpado pelo mundo em que nasceu e vive e, por conseguinte, por este planeta viciado e doente, e que sem dúvida carrega nos seus remédios e vacinas diversas iatrogenias?
    Seu link entre a culpa das promessas não cumpridas, me remete a quem de nós cumpre todas as promessas que faz a si mesmo, aos amigos e aos anjos? Quanto mais aos seus seguidores?
    Lembro-me que quando meu primeiro casamento acabou, eu prometi a mim mesma não me casar de novo. Quando o fiz pela segunda vez, após a cerimônia no cartório, numa reunião com familiares e amigos prometi que aquele seria meu último casamento. Acredita que quando os segundo marido foi-se, esse episódio ficou por dias pipocando na minha cabeça? Como posso ter culpa de ter sido crédula no amor... justamente para com meus amigos.
    Sim amigos, aqueles que nos aceitam como somos.
    Seus seguidores que adoram o que lêem. E por isso vão sempre vir quando puderem também. Não necessariamente toda semana ( e por tanto não devemos não nos sentir culpados por isso).
    Ter bibliotecas cheias de ácaros: sonho de consumo da maioria de escritores, blogueiros, leitores, e todos que convivem com letras e seus derivados.
    Políticos: nossa esse assunto é complexo demais, e de fato a maioria deveria estar presa, por apropriação indébita da credulidade de todos nós de que eles estão trabalhando para melhoria de suas cidades, estados, país, planteta.
    Aqueles que detém hoje a sapiência do uso da tecnologia, faz redações e dá respostas assustadoras nas Universidades públicas e particulares de todo o país. Há algo errado com isso, sem dúvida. E em todas as profissões. Imagine aqueles que não chegam aos bancos universitários. Portanto, talvez não estejamos sendo tecnologicamente mais rápidos, estamos apenas pululando.....
    Culpa, se não existisse, não estaríamos neste planeta.
    E o Antonio sabe disso.
    Abraço Fábio
    Gisleine

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    1. Gisleine, teus comentários sempre cheios de verdades. Obrigado. bj

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  14. Sabe Fabio,as vezes me pergunto por que eu tinha que ter entrado naquele carro,no dia no meu acidente?Por que eu?Não sei,tem dias que fico perdida...E vendo tu falar do teu filho
    vejo todo amor e dedicação,acho tão lindo.E eu por outro lado me sentia um nada,quando tive minha filha,sabe naquelas horas que o pai,pega seu filho,depois de um tombo,ou mesmo antes?Eu muitas vezes não podia levantar da minha cadeira de rodas,pra ajuda-la,me dava um nó na garganta,que desespero!!E depois quando ela foi crescendo,começou a ir na escola,pintava outros medos,tipo,será que ela vai ter vergonha de apresentar para suas colegas uma mãe cadeirante?Era inevitável esses pensamentos,mas ainda bem, que ela sempre teve orgulho dessa mãe cadeirante...
    Sinto que algum dia teu filho vai sentir o quanto vc e sua mulher são especiais,acho que ele até sente,mas da maneirinha dele!!bjsss

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    1. Aldrey, também acho que ele sente o quanto o amamos. Especial é ele, que deu novo sentido à minha vida. Tirou do lugar comum. Grande beijo.

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  15. Oi, Fábio! Sou muito inconstante na atualização do meu blog, mas admiro a sua disciplina para nos trazer sempre notícias frescas do Antônio e compartilhar conosco pensamentos com os quais tantos podemos nos identificar. Por isso, raramente passo mais do que quinze dias sem dar uma olhada neste seu espaço. Como o sumiço está meio longo, fiquei preocupada. Tudo bem com vocês?
    Beijos destes seus amigos paulistas,
    Dani, Léo, Rafa e Téo.

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    1. Dani, está tudo bem. A vida corrida que anda exageradamente corrida. Se Deus quiser, sai texto novo hoje. bj

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  16. Engraçado ler este texto acima, pois para mim, vc e Ana lidam muita bem com toda esta situacao, claro que é uma situacao delicada e que requer adaptacoes.. mas aparentemente nao passam a ideia de se culpar...
    Adoro ler, é um aprendizado a cada dia!
    Bjs no Antônio!

    Adriana Nina

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